Wednesday, January 10, 2007

Aula 11:

Ética e Deontologia na Assessoria de Imprensa

Será que o jornalista se apercebe que o assessor ao lhe dar informações o pode estar a manipular? Isto porque o assessor tem lucros nas campanhas, nas vendas.
Não admira que um jornalista não se aperceba, porque ao que consta, apenas 28% das notícias dadas sobre política são de autoria dos jornalistas. Visto isto, parece que os jornalistas estão na "mão" das fontes.

Citação: "Mais de 60 por cento das notícias sobre política dos quatro maiores diários portugueses são induzidas por fontes profissionais".
Estudo da Universidade do Porto
Mas isto acontece em grande parte, em casos de eleições. E quem sofre com isto é o público que pode estar a ser mal informado.
Citação: "A população praticamente só é alvo de exposição mediática durante as campanhas eleitorais e por motivos pouco lisonjeiros". Vasco Ribeiro

A verdade é que conforme as estratégias de comunicação se vão desenvolvendo, também vão sendo mais "falsas", para que o jornalista não se aperceba de nada. Por isso mesmo, os jornalistas são muitas vezes manipulados e estão no poder das fontes.
Vêem-se cada vez mais campanhas mais ambiciosas, mais persuasivas, para que os jornalistas pensem que é apenas uma estratégia comercial/promocional e não queiram fazer parte dela. Existem estas formas, entre outras, de convencer os jornalistas, sendo a maior parte delas ilegítimas.
A mentira não deve existir... A relação entre um assessor e um jornalista deve ser cordial, honesta. A mentira num assessor não tem futuro porque as pessoas deixam de acreditar nele e isso também prejudicará a empresa.
Se um assessor é honesto e diz ao jornalista que há algo que não pode ser divulgado está a "convidar" o jornalista a investigar o caso, mas se mentir será muito pior; È preferível uma relação de confiança entre ambos. Para não dizer que fugir é tao grave como não dizer a verdade.
Não existe uma ética regulamentada e sancionada na assessoria de imprensa. Isto traz problemas como a falta de transparência, verdade, equidade.
Se o jornalista não tiver consciência de que o assessor o pode manipular, e apenas estiver preocupado em que as notícias saiam em primeira mão será um mau sinal.
Os jornalistas têm que ter consciência de que um assessor é alguém com interesse numa determinada estratégia comunicacional e que não é nada inocente.
Para que este problema seja diminuído, não digo exterminado, os jornalistas devem estar bem atentos, terem espírito crítico, decidirem se querem ou não publicar certas "coisas", e darem o destaque aos assuntos da forma que acharem melhor e não como os assessores lhes propuserem.

Citação: "Começamos, sem duvida a encontrar-nos perante um tipo de jornalismo que - para se formar e alcançar um nível tao elevado e apurado de conhecimentos - deve situar-se muito próximo das suas fontes, deve ter uma convivência intensa e estável".

Relações Públicas, 11º ano, Mª da Luz Oliveira, Texto Editora.

Site: www.rtp.pt




Aula 10:

O "vai vem" dos Assessores

A Assessoria de Imprensa é a disciplina das RP que se destina a colocar entre os protagonistas e os jornalistas mensagens positivas.
O jornalismo é o campo de recrutamento ideal para os assessores de imprensa, pois estes como ex-jornalistas conhecem bem os jornalistas e o jornalismo.
O "vai vem" entre jornalismo e RP é um problema em Portugal, em grande parte ético.
O lugar de um assessor, sobretudo na política, requer confiança pessoal (mais do que profissional). Porque quanto mais confiança tiverem nele, mais ele estará dentro dos assuntos.
Sendo as RP uma actividade desregulamentada, isso reflecte-se no "vai vem" dos assessores, ou nos vários nomes que dão a um assessor. O assessor é sobretudo um estratega de comunicação.
No meu ponto de vista, tal como Francisco Cádima, a actividade de jornalismo e de assessoria de imprensa deviam ser incompatíveis.
Citação: "...o ideal seria mesmo que a lei desmotivasse claramente o retorno à profissão dos serventuários do poder." Francisco Cádima
Pode existir alguns casos em que ex-jornalistas ou ex-assessores são honestos e não usam informações em proveito próprio, mas é sempre um risco.
Tudo isto é muito complicado, porque irá desvalorizar tanto os novos assessores, como também os jornalistas legítimos, pois a imagem de ambos passa a ser prejudicada e banalizada.
Além da imagem, com este "vai vem" haverá assessores e jornalistas prejudicados em termos de conhecimentos, porque uma pessoa que tenha tido os dois cargos pode muito melhor tratar da informação, o que é injusto por natureza.

Aula 9:

11 de Março



Aula 8:

"Press Release"

Tuesday, December 19, 2006

Aula 7:

Assessoria de Imprensa

A Assessoria de Imprensa é das áreas mais conhecidas das Relações Públicas.
Assessoria de Imprensa consiste na mediação da relação entre o protagonista e o jornalista através do assessor de imprensa.
A Assessoria de Imprensa, tal como as Relações Públicas pode ter outras designações, tais como Assessoria Mediática, Assessoria de Comunicação, entre outras. Tudo isto significa o mesmo, ou seja, que há alguém que está entre os objectivos do protagonista e do jornalista.

Muitas vezes existem conflitos entre os jornalistas e os assessores de imprensa. Tudo isto porque os jornalistas pensam que os assessores manipulam a comunicação, e não desempenham o seu papel legítimo. Na verdade existem razões para que isto aconteça. Muitas vezes os assessores não respeitam a Ètica e Deontologia. A assessoria está relacionada a comportamentos eticamente reprováveis. Diz-se que o assessor mente, trabalha só para quem lhe paga e que manipula também as mensagens consoante o seu interesse.
Os assessores não irão desaparecer por vontade dos jornalistas, mas já que existem é legítimo que usem a informação para melhorar a comunicação, pois é necessário que exista entre os jornalistas e os assessores uma relação saudável e de confiança.

Citação: "Na relação com os meios de comunicação social, os assessores de imprensa tiveram um papel duplo e aparentemente contraditório: por um lado foram fontes activas de informação, por outro foram obstáculos ao acesso à informação." Vitor Loureiro

As guerras no Afeganistão e no Iraque são um exemplo de difícil gestão por parte dos media da informação que é proveniente dos gabinetes de informação dos assessores; O conflito entre Israel e a autoridade Palestiniana é outro exemplo.
Muita informação não significa maior aproximação da realidade.
No caso do confronto armado no Iraque nunca se viram tantos jornalistas e notícias.
Citação: "Nunca tantos contaram tanto". El Pais
Timothy Cook não tem dúvidas em escrever que quase todas as notícias que são publicadas na imprensa, resultam de uma "co-produção" entre os media e os governos, a maior parte das vezes através de intermediação dos gabinetes de comunicação.
Citação: "Sem eles (os gabinetes de comunicação), as relações entre fontes e jornalistas poderiam resultar caóticas, mas o seu abuso pode empobrecer seriamente a informação". Txema Ramirez


Aula 6:

Empresa de Relações Públicas



Empresa ArtImagem
(imagem com arte)













Contacto:

Aula 5:

Relações Públicas vs Publicidade


As Relações Públicas defendem que quem transmite as mensagens deve dar-lhes valor mediático antes de as lançar ao público-alvo para poderem ser notícia nos media, e não ser a Publicidade a tratar dessas mensagens.
As Relações Públicas não existem apenas quando é a Comunicação Social que fala do assunto em questão, pois há muitas outras formas de intermediação, mas é através da Comunicação Social que a mensagem atinge a sua plenitude pois chegará a milhares de pessoas de forma directa e propagar-se-á de forma indirecta a outras.
Existem compatibilidades entre a Publicidade e as Relações Públicas. Uma das compatilidades entre elas é quando no jornalismo se publica uma parte da matéria ou não se publica nada, então usa-se a Publicidade. Ela é importante para ver se as pessoas aceitam, antes de se publicar para não se arriscar.
Há também situações em que a Publicidade e as RP não são compatíveis. Uma delas é o facto de na Publicidade manter-se uma imagem, e nas RP criar-se uma imagem. Isto tem diferente valor mediático. Claro que também pode haver uma Publicidade que de alguma maneira cause impacto na pessoas, e que dessa forma terá notoriedade e intermediação por parte das pessoas.
Citação: "As Relações Públicas são quem realmente constrói
as novas marcas." Al e Laura Ries, pág./blog aula 5
Uma loja que não usa Publicidade é a Quebramar, usa apenas as Relações Públicas no facto de vestir alguém com prestígio social que apareça numa revista, por exemplo.
Muitas vezes, quando uma mensagem não tem valor mediático, é preferível o uso da Publicidade. De qualquer forma, a Publicidade que é gerada para dar notícia ganha notoriedade, mas se não gerar notícia não terá qualquer valor mediático e não se destacará. Além desta desvantagem da Publicidade, há também outras que são ser muito dispendiosa e precisar de muita criatividade, o que faz muitas vezes com que se prefira as RP. Quando algo é notícia não é Publicidade. O ideal será a Publicidade deixar de ser só Publicidade e passar a ser notícia, o que muitas vezes não consegue.

"As RP tem por objectivo efectivar uma sintonia de interesse, condiçao primeira e absolutamente indispensavel à "imagem" favorável da empresa perante os seus publicos". J. R. Whitaker Penteado, obra citada.

"Em publicidade a primeira decisão planeada é tambem a mais importante: como posicionar o seu produto. Depois de se ter feito esta decisao tao importante, necessita de uma estratégia para conseguir o seu objectivo". "Compreender o mercado em profundidade é 1º passo para construir uma estatégia".

"A capacidade de convencer os consumidores a comprar é a finalidade de toda a publicidade. E pode ser medida".

Como fazer Publicidade - um manual para o anunciante, Kenneth Roman/Jane MASS, biblioteca de Gestão Moderna.

Monday, December 18, 2006

Aula 4:

Relações Públicas - Uma ferramenta do Marketing

As Relações Públicas são uma das ferramentas do Marketing mais importante a seguir à Publicidade. Mas existem muitas outras formas de Marketing. Essas formas são: Marketing Directo, Publicidade, Telemarketing, Customer Relationship Management, Relações Públicas, Branding, Business to Business, Business to Consumer, Geomarketing, e também Publicidade Enganosa. Todas estas são formas diferentes de intermediação ou formas directas do Marketing, usadas cada uma delas dependendo do objectivo que queremos atingir. Claro que a forma directa é a que é menos convence porque o destinatário fica sem saber se é verdade; se for através de um intermediário convence mais. Nas empresas usa-se sempre o "boca a boca" para se transparecer uma imagem mais credível e de confiança, mas o máximo de intermediação é o jornalismo por ser mais credível.
As Relações Públicas são uma forma de intermediação do Marketing, e não uma forma directa, de promover uma pessoa, um produto, uma instituição para se atingir um determinado objectivo. O contacto que um Relações Públicas tem com os jornalistas ajuda a credibilizar e a dar uma boa imagem, pois a Comunicação Social é vista de forma credível.
As Relações Públicas também têm as suas próprias ferramentas. Entre elas estão as sondagens, a criação de eventos, a criação de uma imagem global nas empresas, a assessoria de imprensa, as estratégias de comunicação, os patrocínios, o Marketing político, entre outras.
Mas apesar de tudo, as Relações Públicas são vistas de forma negativa e sem credibilidade, apesar de estar a melhorar a forma como são vistas, pois muitas vezes são usadas numa perspectiva errada. No passado pôs-se em causa que Relações Públicas deixasse de ser uma profissão e passasse a ser um passatempo para os mais desocupados. É por isso que o conceito de Relações Públicas é hoje muito confundido e desprezado.
Citação: "Entre as muitas técnicas e profissões de recente criação encontram-se as Relações Públicas, técnicas encaminhadas a reconhecer aos indivíduos e grupos publicamente a sua própria personalidade, criar a imagem correcta dos políticos, empresários, trabalhadores, entidades e marcas."
Fernando Logano
Hoje em dia as empresas de Relações Públicas usam outras designações para o termo, devido ao desprestígio do que é ser Relações Públicas.
Um RP faz a ligação entre a entidade, o jornalista e a opinião pública.










Thursday, December 07, 2006

Aula 3:

O Marketing está em todo o lado




O Marketing está em toda a parte. Apesar do Marketing existir, um produto não se vende facilmente... È essencial lutar pela atenção das pessoas ou por um espaço mediático. Para isso é necessário comunicarmos consoante o objectivo a atingir.
O Marketing sempre existiu. Ele não existe só nos media, ele existe na vida de toda a gente, pois nos actos mais simples, muitas vezes podemos estar a utilizá-lo mesmo sem nos apercebermos disso. Claro que hoje em dia somos cada vez mais bombardeados com Marketing e Publicidade, principalmente através dos media.
No dia-a-dia, nós também fazemos de Relações Públicas pois temos muitas vezes necessidade de comunicar para atingirmos determinados objectivos. Relações Públicas é isso: uma técnica de comunicação para se conseguir atingir determinado objectivo. No fundo é o mesmo que Marketing.
Para que haja lucros no Marketing, é necessário não só expormos o nosso produto, mas mais importante do que isso, é fazer publicidade a esse produto, divulgá-lo através do Marketing. Isto não se passa só com produtos, mas também com figuras públicas que queiram atingir determinado objectivo. Mas para nos afirmarmos, é necessário lutar muito para combater a elevada concorrência que hoje em dia existe para chamar a atenção da Comunicação Social, pois esta tem bastante credibilidade e é uma arma para sermos reconhecidos de uma forma positiva.
Já o Marketing muitas vezes transmite uma má imagem, não é muito credível. Isto porque se sabe que uma boa estratégia de Marketing poderá "vender" um produto ou alguém que muitas vezes não é tão credível como pode parece.


"O Marketing só existe quando uma entidade (organização ou individuo) tem algo para oferecer que outra entidade (mercado) está disposta a adquirir, pois reconhece valor na oferta".

"As organizações desenvolvem a sua actividade de marketing de modo a atingir objectivos bem definidos (volume de vendas, quota de mercado, notoriedade...)".

"O Marketing numa organização é desenvolvido no sentido de satisfazer as necessidades de um mercado bem definido, atraves da oferta de produtos e serviços".



Marketing: Conceitos, técnicas e problemas de gestão, Aníbal Pires, Verbo.